sábado, 30 de maio de 2015

Era o cara fazendo o alicerce...


E o outro criticando,
como se ele já estivesse terminando a casa.
Na janela do meu quarto...

Madrugada adentro...

Pelo meio da rua deserta...







Já passou mil vezes você

terça-feira, 26 de maio de 2015

Discutir, regulamentar e punir, com veemência, apenas as consequências...

É a forma mais eficiente de deixarem vivas as causas

Ou seja...

No fundo, no fundo... Bem lá no fundo...

Tudo ladainha

domingo, 24 de maio de 2015


Perco o sono

Mas não perco a vida

Nas portas da percepção

Alguém bateu em minha porta

Está trancada e não acho a chave

Vai ter que ser na base do improviso

Uns dizem que assim é impossível

Mas minha curiosidade me faz insistir...



Ou algo maior me faz prosseguir
.
.
.
Enquanto eu não abrir
E nem importa se a batida não foi ninguém
Mas sim um barulho que me confundiu...

Mesmo assim...

Só sossegarei vencida a porta


Para ter a resposta


Se foi, mesmo, alguém...



Ou se não foi absolutamente nada




E, qualquer que seja a resposta


Ambas me satisfazem





Basta-me abri-la...








E só.
Uma noite

Para nós dois

É um pouco

Que não tem fim

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Tem coisas na vida que não importa o tamanho do tempo

Pode ser muito pouco
Pode ser muito muito
Pode ser mais ou menos
Mais para mais
Mais para menos...

Não importa...






Basta que aconteça




E, desde já, desde o início...



Cada segundo



É tão somente...






Lucro extra
Desculpas sinceras, mas...




Seu medo não é o meu limite.

quarta-feira, 13 de maio de 2015

terça-feira, 12 de maio de 2015

Não é para me falar “eu acredito”

Nem para me fazer acreditar...

 

É para você mesmo acreditar

domingo, 10 de maio de 2015

Não busco leitores...



Busca, apenas, compreensão
Começo a ver tudo em preto e branco
A vista escurece
Coração clareia
Vejo a vida, em si, tão colorida
Tão dolorida, em mim


Pego um livro do Pessoa
E vejo que todas as pessoas doíam em ti

E a minha dói como a de todos e a de Pessoa


Mundo das máscaras, das distâncias
O ego, termômetro da humanidade
Não meço minhas palavras
Hoje, nem que seja só por hoje, sou só dor

Desmaio...
Demasiado...

Humano

 
Que fiz eu da minha vida?
Ou o que fizeram de mim?
Seja como for...
Quem me deu essa dor de sentir demais?
Ainda posso recusar esse tão belo e precioso presente?
Desculpe-me, não é arrogância
É que, no presente momento, não cabe em mim

Será que foi eu mesmo?
Ou já nasci assim?

Sim, eu nasci, para que mesmo, Deus... Para que?
Dizem que vou descobrir...........

Quando?

A urgência clama uma resposta 
Não terá sido tarde?
Ou tudo tem seu tempo?

Talvez seja cedo demais para eu me perguntar
Mas se eu não me perguntar...

Acaba ficando tarde

 

E respeito os que não me respeitam
Os que não se respeitam
Mas todo esse desrespeito
Não cabe em meu peito
Muito menos, no todo de mim

Dizem que as coisas são mesmo assim
Mas eu não sou a mesma coisa de todas essas coisas

 
Quem sou eu, então?

 
Então...

 
Sou obrigado a viver assim?

Sim... Sim... Sim...

Não!!

Dor... Dor... Dor

 

Hoje eu sou só dor, não perguntem-me nada
Não julguem-me nada...
Hoje...

É ela que fala

 

A vida é linda
A vida é colorida
Mas pintam tudo em preto e branco

Sim, é assim que eu vejo, no instante, segundo antes do desmaio

Um de nós, eu ou você, não enxerga
E essas coisas...
Rasgam minha pele
Fazem-me rogar
Pedir piedade
Justo eu
Que aceitei enfrentar todas as dificuldades, custasse o que me custasse

 
Mas hoje......... São tempos de inflação

E, a previsão, para as próximas semanas...

É só dor

Perdi o desafio...

Nem que seja só por hoje

 

Quando esta economia desmedida de sentimentos em mim se reerguerá?

 
Não sei...

Sim, eu me rendo, eu não sei
 
Não tenho forças para saber nada


Por agora, bastam-me essas palavras

 

 

 
E que essa dor, junto com a minha insônia, pelo menos hoje...

 
Ponha-me para dormir

 

 
 

 

 

 

 

 
Pelo menos...  

 

 

Só pó hoje



---------------

Só por Hoje - Legião Urbana: https://www.youtube.com/watch?v=MYnJpoiVdw4

sábado, 9 de maio de 2015

                “...as estrelas com mais massa que o Sol. (...) O núcleo fica então tão denso que não consegue mais suportar o próprio peso e desaba, liberando tanta energia que a estrela se despedaça. É o fenômeno conhecido como supernova...”
               
                Trecho de uma matéria da revista “Mundo Estranho”, sobre como nascem e morrem as estrelas. Por um instante, pensei que estava lendo sobre o ser humano.

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Era para ser, talvez, o contrário...

Mas tenho mais fobia virtual

Do que fobia social


As letras imóveis, sem olhares, sem reações... Deixam-me sem reação... Muitas vezes não sei o tom, quase sempre me engano, talvez culpa da minha sensibilidade, afinal de contas, o jeito de cada um é a forma como ele interpreta, é a reação através do seu jeito de ser... E eu não sou um ser tecnológico, não para conversas, perco-me ao interpretar... Só sei conversar vendo o riso, o olhar, os gestos, as reações... São elas que me levam, que guiam o que tenho para falar... E uma janelinha pequena é muito pouco, além de dar um trabalho imenso (desnecessário, afinal de contas, há outros meios) e ser muito frio para mim... O "kkkkkk", muitas vezes, não condiz com a boca e os dentes do momento, de quem o digita, por mais que seja gargalhar mesmo a vontade de quem responde. Mas é tão frio, que o gargalhar sai apenas digitado, o corpo não reage... Sei lá, só acho estranho, ou talvez eu mesmo que seja estranho... Mas sou assim.

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Eu, essa pobre eterna criança, que hei de fazer, se fizeram-me adulto à força?
Os adultos e o tempo cercaram-me
Quantas vezes não soube lidar com coisas tão simples,
Por não ter aprendido as regras impostas, tão desnecessárias para mim?
O que são regras para uma criança?
Se cumprem, apenas por ordem, não por entendê-las
Uma criança que não acreditam ser, e com razão...
Vide os fios de minha barba branca


Mas todos crescem...


E eu me perdi

 
Pobre coração que não quer nada vindo do mundo dos adultos, já que tudo tem um preço
Tenho minha fértil, a fértil imaginação das crianças, tão mais completa, tão mais sincera, gratuita, tão sem julgamentos baseados em conceitos fabricados de acordo com a época vigente, relacionados aos interesses dos que comandam a nação, o dinheiro necessita, sempre urgente, girar e eles vão te comprar sutilmente, e vocês ainda é que pagam, e caro, por isso
Não, não quero nada e, pasmem, dizem-me tudo que eu deveria querer
Ou tudo que eu deveria ser
Ou tudo que eu deveria ter

Ou, então...

 
Exclusão

 
Mas saio de campo feliz... Não sei ser assim... Não, não quero ser assim

 
Nessa imensa roda gigante que não cessa de rodar, o tempo, já não sou mais criança...
Nesse lugar onde buscam diversão, mas que agora não tem mais graça para mim
O tempo mudou
Não, eles não brincam mais, percebi
Apenas se distraem para não perceberem o roubo do seu ser...
A anestesia para enganar, para afastar a saudade de quem verdadeiramente são e que não são mais

 
Eu, que gosto tanto de brincar...
Tenho as melhores brincadeiras em minha imaginação
Mas não tenho com quem brincar
Até quem era criança no meu tempo de criança...
Cresceram
E adultos e crianças não se misturam, por terem tanto conhecimento e tanta informação...
São tempos diferentes
Não tenho whatsapp
E fico de fora dos convites dos amigos, por esse simples motivo

 Não ligam mais, nem mandam mais mensagem, tão modernos há apenas dois anos

 Ah, essa inteligência e essa informação, tão sedutoras...

 

 Estraga, sutilmente, a inteligência inocente do sentir

 

Saio de campo feliz...

 
E sem culpar, nem os jogadores e nem o juiz, ainda são meus amigos, só não brincamos como brincávamos antes ou, apenas, brincamos de vez em quando... Momentos que se tornaram raros

Eles apenas entregaram-se, sem perceberem, à regra vigente da época

Eles que tanto criticam a exclusão social...

Ficaram pobres, tão ricos de informações

Contribuintes da mesma exclusão, só que de outra forma

 
Vê como as coisas não são fáceis?

 
A única coisa que é fácil, meus amigos...

 

 

 É falar

 

 

 

 

 

 

 

 

Vale ressaltar...

 

 

Sempre há as exceções

sexta-feira, 1 de maio de 2015