quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

2012


JANEIRO

                Mais um ano virou e eu já estava decidido: trocar o certo pelo duvidoso. Não tinha mais dúvidas: a vida, ao menos para mim, tinha que ser muito mais que acordar no mesmo horário todos os dias, pegar ônibus lotados e engarrafamentos... Eu precisava, mais do que nunca, de mim. Nesse mês, anunciei minha demissão do meu emprego seguro, concursado. Por isso, muitos colegas de trabalho, espantados, me perguntaram:

- E vai fazer o que quando sair daqui?
- Vou comprar uma Kombi e cair na estrada.

                Alguns não acreditaram... 

                E eu adoro quando é assim.


FEVEREIRO
               
                Último dia trabalhado... Liberdade, mais de três anos depois... Mudanças... Mais um ciclo acabava. São Paulo, cidade de amor e ódio, da diversidade, do colorido, ainda que em preto e branco, chegou a hora do adeus. De volta para Aracaju.


MARÇO

                Mês que eu conheci e casei com minha Clarice... Minha sede de viver transbordava e meu medo de morrer vivo, respirando, me preocupava... Eu precisava viajar.




E vai ralando o dia inteiro
A vida escorre pelo ralo
Vai escorrendo pelos dedos
Que vida rala,
isso me deixa adoentado

Não... Não vou ficar parado...
Não, não sou eu que sou amalucado

Vou viajar...
Eu preciso respirar


ABRIL

                Era uma sexta-feira 13 quando Thiago, Clarice e eu rumamos para o desconhecido. O coração batia forte, mas tão forte, que parecia querer me dizer: “nessa velocidade, quero ver você dizer que isso não é viver”... Sim, era... E os arrepios a cada quilômetro rodado, a cada lugar novo que conhecia, a cada pessoa interessante que cruzava nossos caminhos, mostravam-me que meu coração não mentia para mim... 




MAIO E JUNHO

                De volta a São Paulo, sob outro contexto, e em vez dos ônibus lotados, eu tinha minha Clarice. Engarrafamento? Só se fosse de ideias... Nesse mês teve a virada cultural, inesquecível, rendeu até matéria na internet. Pessoas também inesquecíveis... E os velhos e bons amigos, todos com a alma transbordando, implorando por vida de verdade...




JULHO

                No início do mês, a FLIP (Feira Literária Internacional de Paraty). De São Paulo até lá, serras e paisagens impossíveis de descrever... Entre uma subida e outra, entre uma descida e outra, Clarice às vezes ia na primeira marcha, o marzão lá embaixo, as cidades pequenas, parecia que voávamos... E, com certeza, nós voávamos. E lá em Paraty, o voo continuou.




                De volta a São Paulo, mudanças na viagem: agora eu iria seguir sozinho. Precisava acelerar ainda mais meu coração acelerado... Se é para viver, que seja o mais intenso possível. No final do mês, Clarice e eu estávamos na mágica São Thomé das Letras, sul de Minas... Um dos lugares mais foda que já fui até hoje... Lá eu me sentia em casa... Lá meu coração nem precisava andar a 100 Km/h para eu respirar em paz... Lá era a calma das coisas que me acalmava... Lá nunca vi tanta alma escancarada...




AGOSTO

                Mais uma vez em São Paulo, mês do meu aniversário. Fui comemorar na Praça da Sé, junto com os “maluco beleza”, já que Raulzito morreu em 21 de agosto, data que eu nasci. E foi uma festa do caralho.




Já havia decidido voltar para Sergipe, escrever um livro e decidir depois o que fazer. Dia 23, eu estava pegando a estrada novamente. Agora seriam 2.200 Km, só Clarice e eu...



                No segundo dia de viagem, depois de 700 Km rodados, depois de parar em vários lugares até chegar ao meu destino do dia, no momento que eu ia guardar o carro, ele não ligou. Exatamente na frente da pousada que eu já tinha acertado para dormir. Não tinha lugar melhor para dar problema...
Um dia, passeando pelas ruas de Campos dos Goytacazes enquanto esperava o conserto do carro que durou cinco dias, olhando cada janela, cada praça, cada casa, cada prédio, eu me imaginei morando ali, até que me perguntei: Por que não?





SETEMBRO

                Várias coincidências fizeram-me ter certeza: ali era a nossa lua de mel, Clarice e eu. Apesar dos problemas, dos gastos além do que eu tinha em minha conta, tive que fazer um empréstimo, tudo estava lindo, tudo estava em seu lugar. Ainda tentei arranjar emprego lá para ficar, mas não era pra ser. Ainda fiz uma mudança de uma amiga de Macaé, no RJ para Cachoeiro de Itapemirim, no ES. Foi um mês mágico e, antes que ele acabasse, peguei a estrada novamente.



Já próximo de sair de Vitória, no ES, em pleno trânsito intenso, o cabo da embreagem se rompe. Problema? Que nada... Diversão... Passado o sufoco, olho para o outro lado da avenida, só vejo loja de Auto Peças e, a oficina que eu precisava, ficava por ali por trás... Dava para ficar com raiva?


OUTUBRO

                Até o último segundo da viagem, literalmente o último segundo, teve coincidências, que se ligavam com as que aconteceram desde o início de tudo. Agora eu tinha um objetivo, apesar de que eu só cumpriria se viesse de uma forma natural o que, ainda bem, e não poderia ser diferente devido à leveza extrema do meu espírito, aconteceu. Comecei a escrever o livro: Clarice, minha menina.


NOVEMBRO

                Terminei de escrever o livro, depois de um mês inteiro e intenso. Foi trabalhoso, foi cansativo, mas quando se há amor, seja como for, tudo é lindo... E foi!! Esse é só o primeiro parágrafo do livro:

Quando minha mãe estava grávida de mim, no início da década de 80, jamais poderia imaginar que quando eu me debatia dentro de sua barriga, às vezes com força, já era eu brigando pela minha liberdade. No dia 21 de agosto, lá estava eu começando do zero isso que chamamos de vida e que até hoje ninguém soube explicar de onde viemos, para onde vamos e para que estamos aqui. Não chorei... E logo me deram uns tapas, que é para mostrar como funcionam as coisas por aqui.


O parto
A porta
Aberta

A vida”



DEZEMBRO

                Para fechar, vou passar a virada do ano com meus velhos amigos, de infância, da adolescência, a mesma galera que estava ao meu lado quando toda essa viagem começou. Sim, começou há uns 15 anos atrás, essas coisas não acontecem de uma hora para outra. Destino: Mangue Seco, Bahia. Há uns cinco anos atrás, também em uma virada de ano, eu chorava sem parar, sem conseguir me conter e eu já sabia, eu dizia: era algo grande se transformando dentro de mim. Naquele ano, jamais poderia imaginar que seria tudo tão lindo assim, que eu iria chegar onde cheguei... E vai ser lá que vou brindar esse ano mágico que passou, e não que vai acabar lá, a viagem continua, é muito mais interior que exterior, é só mais uma comemoração de mais degraus construídos... E os degraus desse ano foram fodas!!
                Lá foi sempre um lugar que me salvou, que quando voltava de lá, quando morava em Sergipe ainda, voltava com minha alma limpa, leve, tranquila demais... Quando parecia que ia me faltar o ar, lá eu conseguia respirar em paz, calmamente, assim como em São Thomé das Letras. Agora, 2013 vem aí e não tenho pressa: aprendi a viver um dia de cada vez. Na minha bagagem, cada vez maior, um item que eu tanto queria: um apego grande ao desapego material.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

domingo, 23 de dezembro de 2012

Não perecível

Todos os amores importam-me...

Mas o que mais me encanta,
que arranca lágrimas dos olhos,
que me arrepia,

é o amor não perecível...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Correspondências

Meu querido...

                Minha vida agora é tão doce como são doces suas palavras. Eu que já tentei tirar minha própria vida duas vezes, eu que decidi me isolar do mundo de uma vez, agora tenho tanto gosto de viver, tenho tanta vontade de sair por aí, de andar ao seu lado de frente para o mar, descalços, sentindo o chão, o mundo aos nossos pés, ou de deitar sua cabeça em meu colo em um parque ou uma praça qualquer da cidade, conversando sobre os mistérios e as tragédias da vida, sobre a imensidão do universo, sobre o passado da humanidade, sobre o futuro da humanidade, sobre o amor, sobre o querer bem ao próximo e sobre o prazer e a divindade de conseguir compor canções e de rabiscar poesias. Quero tanto isso que, quem não me conhece, estranharia essa minha vontade de sair de casa, mas é que agora, fora dela, tem você.
                Não há nada melhor do que alguém que nos entenda, principalmente quando é difícil alguém nos entender e, com poucas palavras, mas sem meias palavras, já entendemos tudo por inteiro, sobretudo a profundidade delas que é o que mais nos interessa, que é o que mais nos toca. Existem os indiferentes e os diferentes, e os indiferentes, por mais que pensem diferentes, são todos iguais. E agora tudo em minha vida é diferente. Sua alma desnuda deixou a minha inteiramente nua diante da sua, sem vergonhas, sem pudor, sem timidez, e olha que elas não paravam de se beijar em nossa frente, de se apertarem, de se excitarem... de gemerem. Dispa-se inteiro, meu amor, que eu vou te amar... Inteiro... Até o fundo da alma, do jeito que sei bem que você sabe bem.
                De repente, na fila da padaria, eis que chego lotada de coisas, abraçando os pães e bolos, toda desajeitada e, algum anjo, derrubou a chave do meu carro, o que fez você se virar e, de prontidão, pegá-la e por em uma das minhas mãos. E foi assim que deu pra ver que você segurava um livro da Clarice Lispector, o que fez dá uma fisgada no meu coração. Por sorte, isso ás vezes nos passa, começamos a conversar, era ela o nosso elo: Clarice... Não dava para permanecermos calados. Como eu estava apressada, conversamos aqueles dez minutos e foi o suficiente para eles virarem eternos. Mesmo se um dia a gente se separar de uma vez depois de uma briga, sei que ainda sim quereremos bem um ao outro, do fundo do coração, porque você se importa com a minha felicidade e não apenas com a sua, sei que não sou a peça que falta para preencher um quebra-cabeça seu, sobre isso, o seu está completo, e só assim pode-se amar na totalidade do sentimento. Algumas pessoas amam outras, não porque apenas as amam, mas porque elas preenchem um vazio delas e quando já não precisam mais dela, já não precisam mais amar o outro. Alguns até disfarçam, no final, desejando o bem ao outro mas, no fundo, desejam que a vida se vingue por eles. Os indiferentes... Ainda bem que você é diferente.
                Vamos marcar para nos ver, só se passaram vinte e quatro horas, só te vi uma vez e rápido, mas já tenho saudades, uma saudade deliciosa, com sabor de chegada em vez de partida. Não é uma delícia? E não é pressa, poderíamos até esperar mais, está tão bom assim também... Mas é a fome de amor que me faz querer te encontar e já, faz tempo que eu não como, esse prato prinicpal de minha vida, tô laricada ...  

Beijos da sua E.M.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Triturei meu orgulho e espalhei os pedaços pelo chão

E cada pedaço que vejo morrer, agonizando,

é um pedaço a mais de vida que vejo nascer em mim...

Sorrindo

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Meus Versos, Meu Universo





Minha alma transgressora me traz paz...
Sentir, nesse mundo, às vezes parece o inverso...
Rasguei meu manual de instruções e fiz uma fogueira na beira da praia para tocar meu violão

Aos que esquecem de sonhar, não esqueçam que até o inconsciente sonha... Por que quando abrimos os olhos, insistimos em continuar dormindo, cegos? Sonolentos, vão nos roubar e nem vamos perceber. Se você sonha e sente, como um eterno brincar (mesmo que doa), esse livro corre um sério risco de te fazer sorrir...

domingo, 16 de dezembro de 2012

Correspondências


Minha querida...

                Se eu não conhecesse bem seres como nós, ficaria me perguntando: como me conheces tão bem, com apenas dez minutos de conversa? Mas, sobre isso, o que tinha de ser escrito, já foi escrito e escreveste muito bem. Sim, ninguém deixará de respirar se o que vai nos bombardear é o amor no seu sentido mais puro, na sua essência, esse sentimento que almejamos tanto, raro encontrar. Não temas em me amar, não temas em me bombardear, meu coração deserto agradece, o seu amor é como água para esse meu chão só de areia, mas que nunca vai transbordar, ela suga tudo para si, esteja à vontade, é também minha vontade. Eu também já te amei desde ali, a nossa primeira conversa. A correria das coisas e a pressa de quererem apenas “ter” os distraem tanto que acabam esquecendo deles mesmos e desse sentimento tão nobre, tão nosso. A nossa única pressa é “ser”, e acabamos por não esquecer de ninguém. Ah, como queríamos que a humanidade agisse de forma diferente, mas como nem tudo na vida é do jeito que a gente quer, acabamos desesperadamente torcendo para encontrar pessoas assim, em que podemos pensar todos os dias antes de dormir, com um sonho que se repete, mas que não se enjoa (o sentimento é sincero), e eis que surge você, a famosa luz no fim do túnel, luz essa que me fez acordar sorrindo como há muito não acontecia. Você apareceu e aparou o meu “eu” que se encontrava em queda livre, desamparado, ah, como esperei por esse seu aparecimento inesperado. E finalmente você apareceu: e você parecia eu. Aí eu pensei: é você.
                Entendo perfeitamente quando dizes que a tenho e não a tenho ao mesmo tempo: não queremos nos acorrentar, como fazem normalmente e que, normalmente, acaba em divórcio, ou brigas e até espancamentos. Nós não. Queremos apenas voar lado a lado, em paz, de mão dadas e se em um dado momento quisermos soltar as mãos, soltaremos , mas sempre estaremos ali, próximo um do outro, mesmo que distantes, pronto para dar o que o outro precisa. És preciosa, sabes demais do que preciso: desse sentimento nobre, tão pobre ao seres lá fora. Meu quarto escuro agora brilha, já que tenho você em minha mente. Não quero que você se encaixe em minhas verdades, sei que não queres que eu me encaixe na sua: queremos apenas aprender um com outro e, para nós, não existe aprendizagem sem liberdade. Quero a tua felicidade e sei que queres a minha e não queremos prender um ao outro para satisfazer apenas a nossa própria liberdade. Isso não é amor, é egoísmo. Se um dia para seres feliz precise que me distancie, assim o farei, porque eu te amo. Sou teu, és minha e não somos de ninguém. Apenas somos e como somos bem resolvidos, isso nos basta.
                Também te amo como nunca amei ninguém, aliás, desde os meus catorze anos que te amo, quando criei um ser imaginário para que pudesse escrever tudo isso que te escrevo agora, era esse ser o meu amor. Quinze anos depois, minha imaginação tomou forma, agora tem olhos, boca, cabelos, braços, mãos e, sobretudo, coração. Agora posso tocar-te, posso beijar-te, posso abraçar-te e, sim, sem pressa. Vamos nos paquerar, vamos mandar versos e frases um para o outro, vamos passear de mãos dadas, vamos conversar, vamos nos instigar, vamos fazer nossos sentimentos quererem ainda mais o que já queremos tanto, só para ficar ainda mais delicioso (gosto que os apressados não sentem, comem cru). As primeiras vezes são inesquecíveis, então faremos de todas as nossas vezes as primeiras vezes. Já que nos amamos eternamente, não precisamos de pressa, vamos sentir cada segundo desse nosso amor intensamente, para assim durar mais e mais, diferente dos apressados que acabam por desgastar tudo em tão pouco tempo, os afoitos, mal sentem o gosto da “comida”. Se faremos sexo na primeira noite ou se daqui há um mês, se vamos nos beijar no primeiro encontro ou só daqui há uma semana, o que importa? Com a gente vai ser diferente, como já é diferente: amamos tanto que mesmo que hajam bombardeios (como estou a sentir vindo de você e você de mim), ainda é pouco... Se é amor, queremos sempre mais.
Fica bem também... Agora sim, estou bem. Ame além, amém. Além ame, e eu te amo também.

Beijos do seu M.R.

sábado, 15 de dezembro de 2012

Correspondências


Meu querido...

                Permita-me chamar a ti já assim, apesar de conversarmos por apenas dez minutos ontem à noite. Seres como você identifico-me até no olhar, de longe, sem uma conversa qualquer, mas que bom que ainda assim pudemos conversar. Já leste Nietzsche e tem amor por sua obra, já leste Clarice Lispector e Fernando Pessoa, e tem igual amor por suas obras. Saibas que, já por isso, tens o meu amor por você. Cada letra datilografada ou desenhada por esses autores, e muitos outros, é um “querer bem” meu a ti, porque sei muito bem que se sente perdido nesse mundo, sente-se só, as coisas não lhe agradam como elas acontecem, assim como não agradam a mim também. Foste outrora feliz, tivera sonhos lindos, posso imaginar os mais lindos que alguém possa sonhar, mas a dura realidade veio com a força de um tsunami, mas não na velocidade deste, para ir levando cada um desses sonhos, como se fossem apenas pedras espalhadas por uma estrada qualquer, como se fosse apenas um objeto arrastado sem qualquer valor. Sim, a sociedade não vive para sonhos e sim para o status e dinheiro, para o egoísmo e para o si mesmo. O resto não existe, desde que eles não precisem. O resto é estranho ou ridículo ou sujo para eles. E para eles, somos assim.  
Devo dizer que amo você assim como nunca amei ninguém e que esse amor poderia passar sem beijos, sem sexo, ou sem te encontrar novamente, mas ainda assim, serias o homem da minha vida, o homem que me faria, todos os dias, sorrir antes de dormir ao pensar em você, coisa que só um ser humano nobre poderia fazer a mim. Esta é só nossa primeira correspondência, foram só esses dez minutos de conversa, mas escrevo sem medo: eu te amo! E sei que não vais me achar “melosa”, muito menos precipitada, muito menos exagerada (ah, como é tranquilo te escrever e como é raro essa tranquilidade em mim a escrever para alguém): a nossa língua, que espero sim que elas se entrelacem mais adiante, porém sem pressa  (só tem pressa quem ainda não ama a si mesmo em sua total profundidade), é uma só: a dos seres apaixonados pela vida, sobretudo pela sua simplicidade, pela sua beleza. Mas uma multidão, ao contrário de nós, dá sua vida em troca de muitas vaidades gratuitas e que vai na contramão de tudo que tanto queremos. E é esse o nosso destino: suportar.
                Porém, fica bem, que bem eu já estou: te conheci... Eu gostei de cada gesto seu, de cada gosto seu, desse jeito seu e, minha vida, há pouco indigesta, passou a ser doce. Amo-te, meu amor... Amo-te tanto tanto quanto a mim mesma, sabes do que estou falando, portanto, sabes o tamanho desse amor: infinito. Posso dizer que sou sua, porque sei muito bem que sabes que não sou sua. E cada inspiração e expiração de ar seu, sinta um beijo meu, sem receio de que isso vá te sufocar... Nós carecemos desse ar, nunca é demais... Um ar peculi-ar... Sei que vai te fazer sorrir... E a mim também... Para quem sabe respirar esse ar, ele é viciante, você bem sabe.

Beijos da sua E.M.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012


Quando olho, olho distante, cada detalhe, até onde a vista alcançar...

Não gosto de desperdícios!

terça-feira, 11 de dezembro de 2012


                    A humanidade é muito engraçada. O facebook ficou fora do ar por uns 30 minutos e várias pessoas começaram a reclamar, a fazer piadas, a jogar pedras... E em quem? Nos criadores do facebook. E quem são os criadores do facebook? Os caras que fizeram essas pessoas reclamonas há alguns anos passarem boa parte do tempo de suas vidas se divertindo com o site e de graça, diga-se de passagem. Mas por causa de alguns minutos, pedras neles, nas mesmas pessoas que salvaram a vida de muitos, já que alguns até me assumiram que não sabe viver sem o facebook.
                Quando eu trabalhava no banco, o sistema caía por dez minutos e a reclamação era geral, raivosa, até grosseria eu ouvia. Eu sempre pensava: se não houvesse a informatização, as filas seriam maiores, tudo demoraria mais, transferências seriam mais demoradas (e hoje você pode até fazer muita coisa dentro de casa), mas se parar por 10 minutos, os clientes não se conformam. Pedras neles.
                Assim é a humanidade... Não sabem reconhecer os ganhos, usam e abusam da tecnologia e facilidades proporcionadas, no caso do facebook, vale a pena lembrar novamente, é de graça, e quando perdem por um só instante, começam a tacar pedras e palavras grosseiras. Se a coisa funcionar por dez anos sem dar problema e parar por cinco minutos, eles nem vão lembrar que estão xingando justamente os que fizeram a alegria ou tornaram a vida mais fácil dessas pessoas.
               
Eu falo que a humanidade é engraçada, para não dizer que é triste... É a tal história: rir para não chorar.

Há tantas coisas tão mais urgentes para se reclamar... Mas não atrapalham o comodismo deles e para que perder tempo reclamando?

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Estrela cadente
Passa rápido
e de repente
Mas quem vê
fica contente
E o pedido
é para sempre...

Toda vez que vejo uma, meu pedido é:
que eu seja eu no mais profundo do meu eu

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Eu não caibo em um cubo
Não me encaixo em uma caixa

Não tirem minhas medidas...

Eu nasci para voar!!


E enquanto eu tiver que me encaixar em suas verdades,

não me terão