terça-feira, 30 de setembro de 2014

domingo, 28 de setembro de 2014

Se é pra cortar, que chegue rasgando
Se é pra sentir, que seja intenso
Vão exagerar: me chamarão de exagerado
Mas, depois do corte, a cicatriz
Do tamanho do intenso
Do tamanho de cada verso falado

Qual é o limite do seu sem limite?
Limito-me a sorrir, ao olhar, no fundo da alma, uma cicatriz
E arrancar de dentro de mim, mais um verso xingado

São só umas frases
É só uma fase

Nada demais

E nada me diz mais
O que eu devo fazer







Paz










Uma paz violenta...





Mas






Paz

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

Quando compreendido...
A questão “gosto” fica fora de questão



Torna-se desnecessário






Sinta o sabor da compreensão
E saberás que nada é preciso saber...

Só sentir


E sentirás



Que ela supera qualquer sabor




Ela, por si só...


Já basta

domingo, 21 de setembro de 2014

Não interessa o que você me diz...

Eu te conheço mesmo

É no seu silêncio
Não acho certo ou errado
Não acho bom ou ruim
Não acho feio ou bonito...

Eu, apenas, não acho...

Antes...

Anterior à...

Ou além de...



E acho que eu me achei

E tudo que eu achar, eu sei

É algo que eu ainda não sei
Não te prometo nada

E você...

Não me julgue pelo que eu te (não) prometo


Prometo...



Esse amor prometerá

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Força, menina moça... Força
Ainda assim, sempre vai ser pouca


A vida é um eterno buscar...





A sua, então!!
Aquele que um dia te aquece
Pode ser o mesmo que um dia te esquece
Portanto, não esqueça
Pode ser a vida querendo nos dizer:

Lembre-se de aprender...


A se auto-aquecer

domingo, 14 de setembro de 2014

Oh, mundo das ilusões das mais diversas
Versam os poetas, desiludidos, suas dores mil
Mil e uma noites, sozinhos, desse mundo se dispersam
E longe descobrem o que o pão e circo, um dia, cobriu

Se esse é o pão que Jesus multiplicou
Ou se é aquele que o diabo amassou...
Que interessa?

Se o circo faz divertir
Se faz a criança, Deus da inocência, sorrir
Por que ele não presta?

Não, não é o que se come
Muito menos, não é o que se assiste
O Homem inventa, e se inventou, existe
Assim como todos, sem exceção, têm fome

Não se responsabiliza pelo que está lá fora
Por mais que, muitas vezes, a intenção seja maldosa
Toda ilusão está dentro da gente

Com medo de encararmos frente a frente
O espelho que a vida nos apresenta
Fazemos com que o circo seja quem nos representa
E com o pão, matamos a fome, apenas, do corpo...

Mas isso é pouco, descobriram os poetas
Depois que limparam a poeira que o circo deixou
Pegaram a caneta e, dolorosamente, escreveram coisas diversas
Ao verem, debaixo da lona, triste e sozinho...

O amor








E ninguém na platéia

sábado, 13 de setembro de 2014

Ah, Augusto dos Anjos...

IDEALISMO

Falas de amor, e eu ouço tudo e calo!
O amor na Humanidade é uma mentira.
É. E é por isso que na minha lira
De amores fúteis poucas vezes falo

O amor! Quando virei por fim a amá-lo?!
Quando, se o amor que a Humanidade inspira
É o amor do sibarita e da hetaíra,
De Messalina e de Sardanapalo?!

Pois é mister que, para o amor sagrado,
O mundo fique imaterializado
- Alavanca desviada do seu fulcro -

E haja só amizade verdadeira
Duma caveira para outra caveira,
Do meu sepulcro para o teu sepulcro?!

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Desculpe a minha pressa
Por ter ido embora
Por não ter a paciência que você precisava
E o tempo que eu precisava
Para poder te entender

Eu também desculpo você
Por você não ter entendido

Que eu ainda não entendia que não a entendia

terça-feira, 9 de setembro de 2014

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Quem sabe, um dia, nossas ruas se encontrem em alguma esquina
Quem sabe, um dia, nossas esquinas se encontrem em algum cruzamento

Ah, quem sabe um dia, seu nome deixe de ser, apenas, um nome de rua, uma homenagem










No mapa que criei










Com as veias do meu coração