sábado, 30 de março de 2013

Doente

Incontinência literária

Abstinência literária

Quando falo que meus versos curam minha dor,
não há poesia nenhuma nessas palavras...

terça-feira, 26 de março de 2013

quinta-feira, 14 de março de 2013

Dizem por aí que hoje é o dia da poesia...

Por todos que pegaram suas canetas,
lápis,
penas,
teclados,
máquinas de datilografar...

Por todos os rabiscos,
desenhando versos,
auges da dor,
gritos em silêncio

Por toda sede de ceder,
para beber um mundo melhor...

Pela fome de beleza
(a mais distante, a mais rara)
arrancada de dentro...

do seio da Poesia


Mergulhos profundos,
profundamente imprevisíveis,
sensíveis seres...

...Humanos de verdade

Somos unha e carne
Mas nem só unha, nem só carne

O dedo, a mão, o braço, o corpo inteiro...
Sobretudo, o coração

O todo

Poderia eu agradecer, mas não...
Não foi por obrigação que o fizeram, eu bem sei...

Salva-vidas da alma

Às vezes,
preciso de remédios
mais fortes que venenos



Overdose de poesia



E meu coração...


a

dor

mece


Ficam preocupados se é bom ou ruim
Se está grande ou pequeno
Se dentro ou fora do padrão

Quando o que importa
É quando a gente não vê, sequer, o tempo passar

Sem preocupar-se, sem nenhum olhar crítico

O bom mesmo é quando tudo que a gente ouve,
é só a batida do coração...

E só!!

O bom mesmo é quando a gente sente

E o resto...

São apenas especulações!!

E tá cheio aí dos donos das razões
(Todos com razão)

E terão todas opiniões,
das mais variadas

Mas não é um conceito,
muito menos um preconceito,
que vai dizer a verdade...

Pelo menos, para mim,
a batida do meu coração é o que vale

sexta-feira, 8 de março de 2013


Um pouco de sais minerais, proteínas e gorduras...

E gotas de água a gosto

Misture tudo,
é só ter paciência
e esperar...

Uma hora,
a dor vai passar

Essa é a fórmula da lágrima

Limpa, lubrifica e protege...

As janelas, os olhos

E dentro de casa,

a alma

O tamanho das coisas depende da distância que você olha
De longe,
dá para por a lua entre os dedos, por exemplo
De perto, temos que andar bastante para explorá-la

E de perto, sentimos o meio,
o chão, o cheiro

Vemos-a
Mas nunca ela inteira

É preciso andar

De longe, ela muda pouco
De perto, é sempre tudo novo
Para percorrê-la,
vai demorar


Fecho a janela,
despeço-me dela,
hora de dormir

Mas antes,
pego a caneta
e escrevo meus devaneios,
que tive enquanto fumava o último cigarro do dia


Imaginei ser assim também com as pessoas
A profundidade, a distância com que se olha
O quanto se perde, quem está longe
E o quanto ganha, quem está perto



Mas minha sensação

É que ainda tem muita gente perdida no espaço...

Ou, nem sequer
Tirou os pés do chão

A sensação
É que se satisfazem apenas com a contemplação

Para mim, não...



Eu preciso voar

Eu precioso sentir

Eu preciso estar lá


A profundidade é funda
E muita gente tem medo de se afogar

terça-feira, 5 de março de 2013


Na minha poesia encontro o abraço que não tenho
Minha poesia não me estranha
Aceita minha loucura
Aceita todas as minhas palavras
Não reclama se risco algumas, quase todas ou até as jogo fora

Ela me provoca alegrias e lembranças
Homenageia meus amigos
Consola amores perdidos
Brindam amores conquistados
Elogia sinceros sorrisos

Minha poesia me abraça com prazer, como poucos me abraçaram
Ela me aceita como sou, mesmo que eu mude a cada segundo
Não reclama se passo dias ou semanas sem visitá-la

Ela me entende

Amo minha poesia, ainda que amadora
Melhor assim
Mesmo assim, ela dispara meu coração a todo instante com seus versos
Surpreende-me a cada momento

É minha companhia, minha companheira
E mesmo quando encontro outra companheira, aceita normalmente
Sem egoísmo, sem ciúmes
Vai até elogiá-la com palavras bonitas e simples e, principalmente, sinceras
Só pelo prazer de elogiar a quem merece

Minha poesia quer paz, amor, amizade...
Homenageia tudo que é bom
Grita contra tudo que é ruim

É minha alma gêmea

Amo minha poesia, 
minha verdadeira companhia


Sem ela,

impossível me manter vivo

sexta-feira, 1 de março de 2013