quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Todos os dias úteis

eu entro numa guerra inútil....


E quando a gente foge dessa guerra,

começa uma guerra dentro da gente...


E nessa guerra,

eu vou até o fim...


Até o limite do infinito...

sábado, 26 de novembro de 2011


              Thiago trabalhava numa fábrica, aquela coisa mecânica, onde numa esteira, cada um tinha uma função. Seu patrão, querendo o máximo de lucro, queria que a esteira rodasse o mais rápido possível dentro dos limites humano de seu grupo. Como o humano sempre pode um pouco mais do seu limite, ele acelerava um pouco mais a esteira, até chegar ao ponto máximo do grupo. Esse esforço maior seria pago, claro, com o cansaço dos trabalhadores e não com os braços do chefe.
                Como os trabalhadores precisavam comer e sustentar suas famílias, eram “obrigados” a aceitar a velocidade da esteira e, geralmente, os salários não condiziam com o tamanho do esforço deles. Thiago, o mais acelerado de todos, conseguia ser mais rápido e ia além do limite daquele grupo. Mas ele não podia ser mais veloz, pois assim, iria atrapalhar seu colega da frente e todo o andamento do trabalho. A única solução seria tirá-lo do grupo e achar outras pessoas tão velozes quanto ele. Mas não tinha, eram muito poucos e não dava para formar um outro grupo. Resultado: por falta de espaço, por ser mais rápido que todos, ficou sem emprego. Ou seja, não se pode ser mais lento, nem mais veloz. Há uma moldura e tem que caber exatamente nela.  Mais ou menos, o efeito é o mesmo: exclusão.
     
      Assim é o sistema, assim é a sociedade...

sábado, 19 de novembro de 2011

Hoje eu quero sair
Passar a noite na taverna,
bebendo vinho, cor de sangue, seco

Quero curar o delírio dos meus vinte anos, apesar de meus vinte nove
É que com vinte é melhor, mais intenso, desculpe, eu sou assim
Quero tomar cada gota, esgotar, esgotado
Quero me embriagar para esquecer o que não dá para não lembrar
Quero a maior das dores de cabeça, estas, já não superam minha dor
Quero sair correndo por aí sem rumo, sem rima, sem chão, sem mundo
Quero me jogar, seja lá de que lugar for

Hoje estou assim, baby
Amanhã, já não sei
Faz parte eu me fazer em pedaços
Faz parte a manhã nublada
Faz parte o cigarro duplicado
Faz parte o partir
É parte do fato

E hoje eu posso garantir:
A dor do coração partido
é muito bem pior 
que a dor do parto

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Um ditado, uma mesma opinião,
cabe em vários contextos
Por isso não ouço
Apenas olho
E depois,
serei todo ouvidos...

Ou não!

Não tente me convencer
Parece-me que quase todos têm gana de vencer
E cada um briga o que for preciso, como for preciso
Até fingem, e com orgulho, mesmo sem saber

O importante é vencer, é sair bem na foto

O importante não é ser
Seja lá o que for,
são quase 7 bilhões tentando vencer

O que eu vou ser quando crescer?
Ser
Apenas Ser...



E eu vou vencer...

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Larguei meu emprego seguro
e sem seguro desemprego
Para cair na estrada e deitar na grama
Pisar na areia e pisar na gana

Sem vaidade,
uma Kombi basta
E haja viver
E haja viajar

Estarei seguro
Não me basta respirar:
isso é apenas vida
 

Viver é diferente:
para viver tem que suar
Para ser bom,
vida tem que ser vi-vida...

Em dobro!