segunda-feira, 26 de abril de 2010

Para o amigo-irmão Thiago Nuts

Estamos aí
Sendo confundidos com pessoas comuns
Sendo cobrados, como se devêssemos explicações a eles
E por sermos diferentes, sabemos a arte de perdoá-los

Cada um trancado em seu quarto
Com palavras e idéias sufocando o peito
E a falta de coragem de gritá-las, de pô-las para fora
Suportam tudo isso porque têm um computador para distraí-los

A vida deixou de ser alimentada de sangue
Basta agora chips modernos
Impressionam-se com um processador que vale por quatro
E não estão nem aí para o ser humano que vale e sente por mil

Nós não
Estamos aí
Acima de tudo para confundir
Às vezes, confundimos a nós mesmos
Mas uma coisa é certa:
Perto de morrermos, não estaremos confusos
Pensando se valeu a pena ou não ter vivido

Aos 46 do segundo tempo
Eles hão de nos entender

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Música...

Porque quem canta, os males espanta...

http://www.4shared.com/audio/kdYwaz4m/3_Rock_de_Penso_-_Vou_cantando.html?s=1

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Limite

A terra está tremendo de raiva, o céu está chorando mais (de tristeza, claro) e o sol está ardendo cada vez mais, de raiva também...
E eu sou a terra, o céu e o sol...tudo junto!

E os causadores disso tudo, são exatamente os mesmos...

domingo, 11 de abril de 2010

Tua Beleza

Amo tua beleza
Não essa que geralmente é posta na mesa
Para saciar a maioria
Que goza e joga fora esta beleza

Amo tua beleza
Que tem coração, identidade, intensidade
Amo tua beleza, que com certeza
é raridade

Amo tua beleza
Sem medidas, sem centímetros, sem quilos
Não meço tua beleza
É infinita, com certeza

Amo tua beleza
Não essa que já vem fabricada pelo sistema
Músculos, malhações, definições...não vale a pena
Essa beleza que não pensa

Amo tua beleza
Que me abraça e me beija
sem que você perceba
Que quando você menos esperar
Estará posta em minha mesa
Para saciar minha alma
Minha alma,
que será sua mesma!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Passeio

São Paulo do tráfego
E um sergipano andando a pé

Desço a Consolação e na esquina da Maria Antônia paro e tomo um café
Depois subo pela Augusta, entro na Peixoto Gomide até chegar na rua Itararé
Uma menina me espera lá
No quinto andar, vou flutuar
Enquanto carros, stress e buzinas disputam espaço
Só ouço sua voz, só vejo teu riso, só sinto teus abraços

De volta à Haddock Lobo, minha morada, na minha janela
Acendo um cigarro e continuo pensando nela

Logo depois, logo ali, na Av. Paulista
Próximo da esquina onda Alice Ruiz se perdeu de vista
Passo por um senhor que toca Chico Buarque em uma sanfona, com seu chapéu no chão
Te deixo uns trocados e pego o metrô Consolação

Desço na Luz e não penso mais nela
Um minuto de silêncio, estação Pinacoteca
Onde meus heróis foram presos e torturados até a morte
Vivo no séc. XXI, sem saber se tenho azar ou sorte
Não existe mais Henfil, Mariguela, Vladimir Herzog
Respiro fundo, sigo em frente, preciso ser forte
E vou prestando atenção em suas crianças, São Paulo
De vez em quando ganho um sorriso e isso é raro

São tantas ruas, tantos lugares, tantos bares, tantas esquinas
Impossível te descrever em poucas linhas (e já são tantas)
Av. Angélica, Av. do Estado, Av. Tiradentes, Nove de Julho, Vila Carrão, Tatuapé...
Passo também pelo seu coração
Bêbados, artistas, loucos e trabalhadores se misturam na praça da Sé

Paro na esquina da Ipiranga com a São João e peço uma cerveja
Enquanto falam mal de você com tanta firmeza
Esse contraste, esse paradoxo, é que faz tua beleza
São Paulo de amor e ódio, quem sou eu para te julgar?
Mas um segipano nunca vai te esquecer...
Tenha certeza!

segunda-feira, 5 de abril de 2010