quarta-feira, 28 de junho de 2017

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Você veio a calhar
Veio para calar
Essa minha calamitosa
Agonia.

E agora
Eu já nem sei mais

O que é você...


E o que é poesia.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

Não é a sua opinião

É a revolta
Que se revela
Em argumentos
Com ou sem fundamento

Certas revoltas,
digamos,
desnecessárias.




É nisso que estou focado.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Apesar de contar bastante
De eu prestar atenção na opinião de cada um

Gosto de ver é a reação das pessoas
De quem concorda ou não concorda

Isso diz muito mais a respeito das pessoas
Do que a simples opinião que foi colocada.

sábado, 22 de abril de 2017

Uma das poesias mais lindas que já ouvi:

Poxa, foi mal.

Errei.

Errei feio.

Desculpe...

Desculpe mesmo.

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E com que sinceridade.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Eu não imaginava...

Que para ficar inteiro...

Teria que me fazer

Todo em pedaços.

Tanto assim.

Minuciosos pedaços...




Memórias de um subsolo.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

Eu sei que há cuidado, meu amor
Mas, é que... Às vezes...

O descuidado é tão, mas tão grande.

Que mesmo com muito cuidado
Parece que não há outra alternativa
Que não há uma saída...

A não ser...

Sentir dor.



E agora?

terça-feira, 11 de abril de 2017

Peixes, Aquário, Leão, Sagitário, Câncer, Virgem, o caralho a quatro...

Pode todos os astros estarem alinhados, ou desalinhados...

Pouco me importa.

O que eu quero mesmo...


É autenticidade.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Exilado...

Estrangeiro...

Ilhado.


Uma porção de essência...

Cercada por um mar de verdades absolutas por todos os lados.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

A morte é a certeza da perda
E, quando essa certeza
Sentimos na pele
O tempo que perdemos.

Eu não estou falando da morte física
Eu não estou falando da morte
Eu não estou falando
Eu não estou
Eu não

Eu


Nunca sei
Nunca se sabe...

Se há vida após à morte.


Se queres dar flores...

Que seja antes da pessoa morrer.




Causa mortis:


 você.

terça-feira, 21 de março de 2017

E essa lua
E esse mar
E essa solidão.

Praia deserta
Coração deserto
E essa imensidão.

De repente
Do nada
Um gozo
E eu aqui.

Nada demais...

Não fosse essa minha sensibilidade tão demais.

Como o precioso escutar dos morcegos, dos golfinhos...


Não sei se nasci
Ou se fui abortado
Ou se eu que estou abortando.


Eu e o Universo, quanto amor
Arreganho minha alma, minha lama, minha calma...

Sem nenhum pudor.

Eu e a humanidade
Amo tanto quanto
Mas quanto não sei mais jogar
Nem com os outros
Nem comigo mesmo

E eu sinto...
Sinto tanto que chego a sentir que não há maldade, em vários casos.

Mas dói, dói, dói...

Pra caralho.


Um gozo
Uma noite de prazer
E essa dor aqui.

Agora
Eu e esse amor nas mãos
Sem saber o que fazer

Se continuo só
Ou se só continuo

Fingindo?

Quantas máscaras
As mesmas que são retiradas
Nos dias de carnaval.

E eu
Tão eu
Já não me interessa carnavais.

Sou intenso.
Eu o ano inteiro.
Não preciso de datas
Motivos
De nada...

Minhas vontades ficam à vontade comigo.

Por isso...
Enquanto muitos pulavam, sorriam, namoravam, nos blocos de carnavais

Eu fumava um cigarro
Lia um livro
Tocava meu violão
Sozinho em meu quarto.





Não sei lidar muito bem...


Com máscaras e fantasias.

sábado, 18 de março de 2017

quinta-feira, 16 de março de 2017

Já que não cabes aqui
Eu também não

Já que não cabes em ti
Eu também não

Arranjei um lugar para ti:

Meu coração.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

O ser humano quer uma coisa
E os critérios que utilizam para chegar a essa coisa
Levam para outro caminho

O ser humano quer um tipo pessoa
E os critérios que utilizam para chegar a esse tipo de pessoa
Levam a outros tipos de pessoa

Depois culpam as coisas
Depois culpam as pessoas...




Pobre ser humano.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Passei meses pensando a respeito
Para tirar todo o exagero do peito
E tomar a decisão mais sadia.

Ainda assim, amor:
Adeus!

Fique bem
Não é nada pessoal.

É só uma coisa pessoal, minha

Coisas que você faz
Faz-me passar mal.

Mas isso não é mal
Compreendamos o incompreensível:
Ninguém é culpado.

Foi só o cupido
Que em vez de fazer tudo tão lindo
Fez tudo cagado
Mal sintonizado...

E tudo cuspido.


O que dói...

É que tínhamos tanto para tal.

Mas isso não é mal
Apenas dói...

Pra caralho.

De mãos atadas
Fizemos nosso melhor.

Solicitamos aos deuses
Mas cada um a sua maneira.

E eles não tiveram dúvidas

Negado
Foi carimbado
Sem dó
Nem piedade:

INCOMPATÍVEL

sábado, 7 de janeiro de 2017

Quando o estado de espírito da pessoa...

Quando o estado islâmico.

Terrorismo que me causam

E são tantos

E, muitas vezes, sem saber
Outras vezes, maldosamente
Convictos
Seja como for
Com todo o respeito às raridades...

Não é raridade explodirem bombas de dor dentro de mim
Prédios de tristeza desabam, e não só de dois em dois, às vezes, muito mais
Muitos eus mutilados, oh meu Deus, e eu aqui, tendo que reconhecer o cadáver de cada um, para enterrá-lo dignamente, e de verdade, e não da boca pra fora
Quantas almas, tão lindas, tão minhas, foram atropeladas, por um e outro, louca ou louco, numa ação desgovernada, numa tragédia absurda, algo que não se diz, algo que não se faz?
Quantas crianças, de dentro de mim, minhas, foram sequestradas, estupradas, minhas preciosidades, detentoras de minha inocência? Muitas hoje vivem assustadas
Quantos bombardeios na região nobre, tão preciosa de minha bondade? 
Oh, eu reconheço, é pouca, mas não me maltratem, por favor, tenho feito o que posso

Quantos não se aproveitam dela, e da forma mais sutil, digno de um senhor terrorista?

Tenho o máximo respeito pelas raridades


Agora, encontro-me boiando, meu barco virou, tenho fome, de gente de alma, a correnteza me leva, quase morto, chego à praia

E enquanto tentam me salvar, ouço alguém dizer:

Maldita guerra
Pobre rapaz
Mais um refugiado
Mais um que morrerá afogado

E eu acho forças, as últimas que me sobram, e sempre sobrarão em último caso, sou dos “vaso que não quebra nunca”, para dizer:

Não, senhor...


Vou morrer é de poesia.



E, a saber:

Eu amo a humanidade.