terça-feira, 23 de junho de 2015


Que olhos verdes eram aqueles
De ontem
Vindos assim...

De tão longe?

Que olhos eram aqueles
Que me olhavam
Como se dissesse sim

Que me deixaram tão distante?

E mesmo que não dissesse
Eu mesmo, mesmo assim, teria dito sim

Aquele sotaque aprendiz
Ensinando-me aprendizado
E eu, olhos atentos, para todos os lados... Seus
Tão doces
Tão só seus

Cada movimento movimentando meu coração
Como se tudo fosse milimetricamente calculado
Ou como se tudo fosse obra de Deus...


Tanto faz

.
.
.

A danada deixou-me encantado

Tanto é que enquanto ela falava
Tanto é que enquanto ela sorria
Meu coração só pensava:

Essa daí é daquelas


Que merece





Uma senhora poesia

Salve vidas: doe livros
Venha, meu amor

A casa é sua

Pode entrar

A porta está destrancada

Entre sem bater...



Se o que tanto te encantas...



É cuidar da minha solidão

domingo, 14 de junho de 2015

"Nego-me terminantemente a ser um robô, com este umbigo e, agora, estas lágrimas. Posso ser um estrangeiro, isto não discuto, um estranho - mas se necessário vomitarei até o estômago para provar que sou humano, ou quase, tanto quanto se pode ser nestes dias trágicos."

Campos de Carvalho
Foi decretado:

Estado de Calamidade Particular
É tenso ser intenso...

segunda-feira, 8 de junho de 2015

140 Caracteres

        Depois de duas edições impressas, com frases e poemas diferentes, nasce o terceiro dessa geração, dessa vez, em formato digital: uma seleção do 1° e do 2°, além de frases e poemas inéditos. São mais de duzentos e cinquenta, todos em até 140 caracteres, nessa nova edição, para o leitor refletir sobre a vida, sobre a alma, sobre o amor, sobre si mesmo, ou sobre o que quiser... Para viajar!

R$ 3,50  - Brasil
US$ 2,00 - EUA

Nos outros países, o preço está de acordo com o dólar.


         Disponível nos links abaixo. Abaixo também, uma pequena amostra do que está no livro.......Gratidão!!



Capa: Clara Luiza.


 

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Abri meu próprio peito
Para, com efeito
Estudar anatomia...


Da alma

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Nunca se tem nada a perder

Quando se tem a si mesmo

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Pessoas grandes procuram crescer

Já as pessoas pequenas...

Procuram defeitos nas pessoas grandes

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Estamos todos ligados...

Mas nem todo mundo tá ligado.

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Notei você
Peguei o papel
E tomei nota...

Nasceu poesia

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Meu em-tu-siasmo... Sabe onde está?

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Faltava um milésimo de segundo para esquecer você...

Mas foi justamente aí que emperrou.

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Ofereça-me o céu para voar
Ou, até mesmo, o chão para eu cair

Mas nunca esse silêncio,
Esse vazio...

Que parece nunca mais ter fim.

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Se existem Universos paralelos?

Nosso próprio planeta é uma unidade de vários deles.

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Quando se ama de verdade
Não é o inteiro
Formado por duas metades.

E sim, dois inteiros...


Dando forma ao infinito.

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Teimar ou temer: eis a questão!

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Olho embaixo do tapete e vejo muuuuuita sujeira...


E o tapete é voador

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Estou farto
E, se escrevo...


É para evitar mais um infarto.

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De vez em quando
Pelas pedras do caminho
Nascem umas flores.


E todas as dores
Parecem querer voar...



De alegria.


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Amar da boca pra fora...


Até os psicopatas amam.

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Se é verdade que o amor morreu...

Ele foi enterrado dentro de mim.

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Ser grande é saber que não és maior que ninguém...

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Recomeçar tem mais a ver com continuar...

Do que com começar de novo.

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Sonhei com você...

E nem Freud soube explicar.

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Muitos procuram anjos pelas asas...

Doce ilusão.

Eu os encontro em olhares...

Doces.

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Sou aventureiro...


Gosto de escalar os abismos mais íngremes da alma.




domingo, 7 de junho de 2015

sábado, 6 de junho de 2015

Cena do filme "O curioso caso de Benjamin Button"...

A personagem perto da morte, quando sua filha pergunta:

- Está com medo, mamãe?

- Não... Estou curiosa...
Sempre gosto do profundo do fundo do poço...

Apesar da fossa


 
Já que, sempre...

De lá...


Trago boas novas

terça-feira, 2 de junho de 2015

Não me deem antidepressivos
Nem calmantes
Nem sessões dobradas de psicologia
Nem explicações
Nem conselhos
Muito menos...
Não tente me mostrar que o mundo é assim mesmo

Sim, eu já sei
Tanto é, que é disso que sofro

Sofro de sensibilidade... Aguda
TOC: transtorno obsessivo do coração
Que quando é alfinetado
Jorra sangue
Como se acertasse bem na veia
Como se acertasse sempre no ponto fraco
Ora, como se toda sua totalidade não fosse um ponto fraco


Não, não me adianta palavras vãs, vos adianto, construídas pelo homem, mecanicamente dispostas para momentos tais, para quem está de fora
Ah, se soubessem, ah, se sentissem...

Não

O único remédio, meus amigos...
O único para quem sofre de alma
É outra pessoa de alma
Com suas palavras sãs
Sentimentalmente dispostas

Facilmente traduzidas...


Em silêncio



Perfeitas para os momentos tais