segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Se você enxergasse a leveza dessa minha dor,
não iria criticar esse meu ar pesado

Iria era sentar ao meu lado...

E me fazer perguntas,

curioso...

sábado, 28 de setembro de 2013

De repente, sinto o vento,
antes calmo,
agora tão intenso...

Levanto-me, atento,
e nem tento
saber
qual é a direção

Apenas fecho os olhos,
e vou...



É hora de voar novamente

domingo, 22 de setembro de 2013

sábado, 21 de setembro de 2013

Se você ainda não aprendeu,

estamos eternamente aprendendo...
Passei um tempo
Para entender
Que não é preciso
entender nada
Agora entendo
Mas, só entendo,
porque aprendi a entender

E agora?

Agora, é preciso...

desaprender

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

- O que você vai ser quando você crescer?
- Crescer? Então a gente cresce? Pensei que fôssemos crianças para sempre, e eles adultos para sempre.
- Não... As pessoas vão crescendo e, cada vez mais, pode-se fazer mais coisas, que nós não podemos agora.
- Tipo matar?
- Não.
- Tipo mentir?
- Nããão... Tem outras coisas, que são legais e não ruins.
- A gente vai poder fazer de um brinquedo um universo de imaginação?
- Acho que pode, não sei. Alguns fazem, mas são poucos.
- Poderemos dançar livremente, a hora que quisermos, cantar a hora que quisermos, do jeito que quisermos?
- Haverá os lugares certos para isso, não sei, você pergunta demais.
- Quando a gente crescer, não vai poder perguntar?
- Acho que pode, mas eu acho que a gente vai aprendendo e perguntando menos.
- É? É que tenho tantas perguntas que às vezes tenho a impressão de que nunca todas serão respondidas.
- É... Você pergunta demais... Eu quero ser médica ou advogada...
- Eu quero ser criança quando eu crescer.
- Chata!! Você não sabe conversar...

sábado, 14 de setembro de 2013

A menina que fica viajando
Que vive pensando em viajar

Fico viajando

Estados (de espírito)
Países - interiores...

Guerra e paz

Espaço...

Viajo...

A menina...


Hora de outra viagem

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

                Assim como o cientista faz seus experimentos com um macaco, dando-lhe uma tarefa e uma recompensa para obter os resultados pretendidos para sua experiência, as relações humanas seguem na mesma linha. Não que um dê tarefas para o outro para obter resultados, não é esse o ponto. Falo é de cada um fazer sua parte: se o macaco ficar simplesmente parado durante o processo, mesmo com tudo pronto, o cientista não vai conseguir finalizar seu trabalho. E se o cientista não preparar a tarefa/recompensa e tudo que envolve a experiência, não obterá suas respostas. Em suma: os dois lados têm que fazer sua parte. E, claro, cada um faz o que pode. Mas se não acontecer, o macaco não vai jogar a culpa no cientista (afinal de contas, ele nem sabe o que está acontecendo), assim como o cientista não vai culpar o macaco, afinal de contas, ele tem ciência da falta de ciência do macaco. Haverá, ao invés de culpa, compreensão.
                Já entre os homens, como os dois lados podem usar esse artifício (raciocinar), é mais cômodo, em um impasse, achar que a causa do impasse é o outro, atrapalhando a continuação da relação, já que somos armados até os dentes de uma coisa chamada orgulho. No caso do cientista, ciente de que só ele pode ter a noção real da coisa, ele fará de tudo para que tudo dê certo, perderá dias e noites para atingir o seu objetivo. Nós, não. Apontamos logo o dedo, culpando o outro, já que assim tiramos a responsabilidade de nossas costas. E se tem uma coisa que o humano não gosta, é de se responsabilizar por algo que não deu certo. Talvez seja culpa da nossa criação, como se tudo que não desse certo, fosse vergonhoso... Ou o próprio orgulho, impedindo de admitir uma culpa, não sei. E isso, nada mais é, do que a vida nos dando a chance de aperfeiçoar a relação, assim como o cientista tem que passar por cima de diversos obstáculos para aperfeiçoar seus experimentos até chegar ao resultado pretendido (a vitória maior). Temos a mania de não ter paciência, ou de não saber cuidar das coisas mesmo, e dizer que nada é para sempre. Seria o cientista desistindo nas primeiras, ou até, nas dificuldades que ocorressem mais adiante.
                Claro, algumas relações acabam, porque têm mesmo que acabar. Aí, será a dor das lágrimas, quando acabar, que nos dirá se era para acabar, se realmente chegou o fim, ou não. Quando apenas choramos, por um final, é porque algo deixou de ser feito, independente de quem foi o erro ou se foi dos dois. Mas, quando choramos com um sorriso no rosto, leves, sabemos que tinha que ser assim, que o final chegou, como se o cientista tivesse feito tudo, o macaco tudo, e mesmo assim o resultado pretendido não fosse obtido. Compreensão mútua.

                Para finalizar, deixo como exemplo a relação de um cachorro com o seu dono. A relação, o amor, é para sempre. O cachorro não tem orgulho... O cachorro, instintivamente, confia no seu dono, sabe que o amor é verdadeiro... É isso que a gente precisa acreditar em relação ao outro. Mas o orgulho e a desconfiança são os melhores amigos do homem, e não deixam. E o cachorro, é muito mais inteligente que nós. Para mim, a inteligência está em saber sentir, e nada mais. Assim, não precisaríamos inventar joguinhos ou coisas do tipo, ou, ainda, não precisaríamos achar que a culpa (ou a causa) é sempre do outro.
                Mas, já que não conseguimos chegar a tal ponto (talvez ainda não percebemos isso, ou talvez seja assim mesmo, talvez eu esteja viajando, tanto faz), eu aceito, não sem dor (o que posso fazer?), que as coisas não são para sempre... É só esse meu jeito de sentir ao perceber que muitas coisas acabam desnecessariamente... Penso que, se os valores fossem outros, se as regras morais da civilização não nos obrigassem a levar uma vida de repressões sentimentais, se não tivéssemos tantos preconceitos, ou conceitos que não usamos na prática (é só um conceito mesmo), talvez não nos tornássemos doentes e angustiados, nos entupindo de remédios e várias drogas durante a vida inteira, lotando os consultórios de psicologia do mundo inteiro.

                Quando algo não dá certo em uma relação, é a vida medindo o tamanho do amor das pessoas envolvidas. Cada uma estará em um grau de evolução, e é assim que a humanidade evolui... Quem é quem? Nenhum manual nunca nos dirá... Tudo que precisamos, é seguir em frente... 

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Quando mais mergulho dentro de mim,
a mentira e a farsa,
lá fora,
se transformam em monstros,
que não se cansam de me espancar...

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Não seja irônico
quando não entender
a ironia do poema...

Por ironia do destino,
você está sendo irônico, sem saber,
com você mesmo...
Gosto de conversar com as pessoas que passam e pedem dinheiro,
fingindo querer comprar algo de útil,
para disfarçar seu vício
ou coisa que os valha

Gosto de conversar com os bêbados chatos,
que param e conversam
fingindo uma amizade,
ainda que seja com segundas intenções,
para pedir um cigarro
ou algum trocado

Gosto de conversar com a mulher que se diz esquizofrênica, ou viciada,
pedindo R$ 10,00 para pagar um boquete,
como se fosse, simplesmente, um tesão ali de momento


Apesar de todos os pesares
De todo ar pesado que envolve essa vida pesada
Essas são umas das pessoas que me dão tesão...

Não sexualmente, calma, sua moral está te cutucando... E se fosse?

Mas eu falo é da sinceridade...

As mentiras deles??

Até as mentiras deles são muito mais sinceras do que as desculpas esfarrapadas da pequena burguesia, um tanto preconceituosas

Tudo bem,
uma razão vocês têm,
sei que não é o ideal...

Mas, com certeza,

é menos pior...




“Mentiras sinceras me interessam”

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Para fazer algo em grupo,
cada um tem que fazer suas escolhas,
de acordo com os critérios de cada um

E o critério mais utilizado, é: "EU"

domingo, 1 de setembro de 2013

As linhas
É o que você vê
Pintadas de preto

As entrelinhas
Mora na parte branca
Por entre as linhas
Ali mesmo
Impossível de ver...


Só dá pra sentir


As entrelinhas
São a alma do negócio


Esse negócio

Chamado poesia
Tempo...

Temporariamente, indisponível

Disponível, sequer,


para as letras...