Fui
para o Rio de Janeiro, há pouco tempo atrás, com a intenção de ficar, mas o
vento, assim como soprou para eu ir, dez dias depois, soprou para eu voltar...
E voltei... Sem crise, muito pelo contrário, com muita paz. As coisas que “deveriam”
acontecer para eu permanecer lá, não aconteceram. Não fiquei triste, não reclamei,
nem analisei... Apenas, obedeci. Lembrei de Leminski, que, inclusive, tem esse “poeminha”
dele, no meu livro: “Não discuto com o destino / O que pintar / Eu assino”. Conheci
pessoas interessantíssimas, plantei sementes vendendo alguns livros e voltou
aquela tão almejada paz, que eu estava sentindo tanta falta... A ressurreição. E ainda nem deu tempo de eu escrever sobre
essa última parte de minha estadia no Rio, até a minha volta, e hoje recebo um
telefonema, sendo convidado para ir para Maceió, na quinta, e para Recife, no
Sábado... Uma viagem de presente. Detalhe: esse amigo eu conheci durante a
viagem com Clarice, quando permaneci um mês em Campos dos Goytacazes, no Rio, em
uma república que fui parar meio “por acaso”, devido ao motor da Kombi que quebrou
e precisou ser desmontado e fui obrigado a ficar lá um tempinho a mais.
Além
disso, poderei visitar outro amigo, que hoje está em Olinda (vizinho de
Recife), que dei carona, do norte do Espírito Santo até Itabuna, na Bahia, também
durante a viagem com Clarice. Esse cara, que se fantasia de palhaço quando vai
trabalhar na rua (e que estava com o nariz de palhaço quando me pediu carona),
anda com livros meus, divulgando meu trabalho por aí. Os anjos em minha vida.
Aliás, ele conheceu a atual companheira dele por causa de um livro meu, segundo
ele mesmo... Artista de rua, artista da vida, faço questão de visitar o casal.
Quando
fazemos o que amamos, de peito aberto, não sei o que é, não sei o que acontece,
mas parece que as coisas vão se encaixando. Uns chamam de Deus, outros de
coincidência, outros dizem que nada mais é do que seu esforço, outros dizem que
é tudo junto... Para mim, não importa o nome da coisa... O que importa é a
coisa... Não sou chegado em definições e, sim, em acontecimentos... Quem sou eu
para dizer o que é isso tudo? Pode até não ser nada... Só sei que estou em
paz... Só sei que, mais uma vez, PÉ NA ESTRADA!!!
O detalhe dessa viagem: tudo pago (presente)
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No som, agora, uma velha canção de Raul Seixas:
POR QUEM
OS SINOS DOBRAM
Nunca se vence uma guerra lutando sozinho
“Cê” sabe que a gente precisa entrar em contato
Com toda essa força contida, que vive guardada
O eco de suas palavras não repercutem em nada
“Cê” sabe que a gente precisa entrar em contato
Com toda essa força contida, que vive guardada
O eco de suas palavras não repercutem em nada
É sempre mais fácil achar que a culpa é do outro
Evita o aperto de mão de um possível aliado
Convence as paredes do quarto, e dorme tranqüilo
Sabendo do fundo do peito que não era nada daquilo
Coragem, coragem, se o que você quer é aquilo que pensa e
faz
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais
Coragem, coragem, eu sei que você pode mais
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